O amor queima o papiro que contém a minha história

Me consumindo no fogo ardente das emoções

Que me devora, seduz e destroça o conteúdo escrito em mim

Num brilho incandescente e hipinotizante

Seus movimentos ofuscam o meu redor

Enquanto meus olhos são atraídos por sua dança

Que envolve o sutil contorno das palavras alí escritas

Meus sentidos são embriagados pelo êxtase vindo das contrações de minhas páginas

Causadas pelo latente calor que caminha sobre mim

Sem sequer me deixar notar suas consequências

Percebidas, sempre tarde demais, quando o papiro se acaba

Quando não sobra mais nada, percebe-se o todo

O que era e já não existe

As cores vivas das tintas contidas em mim subtraída a cinzas soltas pelo ar

Vem agora a agonizante sensação de se perder